terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A felicidade numa descida...

Finalmente, foi pouco, mas encheu-me a alma de felicidade...

Este fim de semana resolvi tirar os ténis da gaveta...

No sábado houve a primeira prova do torneio das localidades de Loures. Ia ser uma prova de corta mato, de 4km. O pessoal da equipa inscreveu-se em massa neste torneio. Para o corta mato éramos 12. A primeira a entrar em competição era a mini ET... Eu avisei-a que ia ser uma prova difícil, porque aquelas meninas treinam todos os dias, enquanto ela brinca e vê televisão, não podia achar que ia fazer um brilharete. O problema é que ela não sabe perder, fica danada. Entretanto tinha começado a chover, ia ser um corta mato enlameado... A mini ET andava a aquecer com o Gajo que lhe ia dando umas dicas...

- Só espero que ela não seja a ultima, se for nunca mais vai querer participar neste torneio...

E eis que começa a prova dela. Ela fazia uma volta de 1km. E começam a chegar os primeiros... E a mini ET??? Nada... Será que caiu?? Começo a ficar preocupada. Então começo a vê-la... Vinha danada, pegou no buff dela (que não é da Buff porque ela não é trail runner profissional) e atirou-o para o chão. Quando vi aquela atitude passei-me, mas passei-me mesmo. Fui ter com ela e quase que a empurrei para acabar aquilo. Foi um mega drama. Não sei a quem é que ela sai assim, dramática, deve ser ao Gajo, de certeza...

Estava feito, mesmo com aquele nível de drama, conseguimos um pontinho para a equipa, o primeiro...

Depois estava na altura nas mulheres de vários escalões, estava na minha hora... Nessa altura chovia muito, já tinha os pés a boiar nos meus ténis de estrada, tão adequados à lama, mas não estava preocupada, só queria divertir-me, e aproveitar a energia que sentia para tentar correr o que conseguisse... Há mais de um mês que não treinava e ainda sinto a falta de energia nas pernas e dificuldade em respirar quando subo escadas, mas nada me ia impedir de me divertir, nem a porcaria do melão. Ponho os fones nos ouvidos e ligo a playlist que ouvia quando estava proibida de fazer esforços. Senti que já estava a suar dos olhos... Controla-te ET!!!

E começa... Bolas a playlist começa a falhar, o telemóvel começa a fazer chamadas... Ouço nos fones, estou?? Estou?? Tive que parar, tirar o telemóvel da bolsa e avisar a S que agora não podia falar com ela porque estava a correr... E pronto, lá estava a ET no final... Olho para trás e vejo uma senhora a correr com um ritmo muito lento e "dou corda aos sapatos". Agora sim posso apreciar a prova, sentir o vento, olhar a paisagem, sentia-me tão bem. A lama foi facilmente contornada, uma subida daquelas que temos de fazer com um impulso e uma descida, curta, mas das boas...

-OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!

Não resisti, tive que dar um gritinho de felicidade... Tão bom, como é bom perceber que as coisas que nos trazem alegria são tão simples, como uma descida com lama...
E lá fui eu com um mega sorriso na cara.

A prova era bem difícil, corri o que consegui, e quando estava cansada andava... Olho para trás, a senhora que ia no final nem se via... Podia ir nas calmas...

Esta prova consistia em dar 2 voltas a um circuito de 2km. Antes da meta havia uma subidona difícil. Depois dessas subida estava o Gajo e o resto do pessoal a dar apoio.

Quando estava a terminar a 1ª volta avisei o Gajo:

- Isto é difícil, mas não sou a ultima!!

Eu acho que no momento ele não acreditou.
No inicio da ultima volta vou sempre muito perto de 2 senhoras. Uma delas com evidente excesso de peso e calças de fato de treino de algodão. Eu fiquei com um trauma desde o TNLO que fiz com o Gajo (21km de tortura) por causa de pessoas que correm com calças de fato de treino de algodão... Esta ultima volta só ouvia na minha cabeça o Gajo:

- Vais terminar atrás desta senhora com evidente excesso de peso e CALÇAS DE PANO????

AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

Não podia.

Percebi que ela não queria que eu a ultrapassasse... Eu corria, ela corria, eu andava, ela andava... Mau, ia ser difícil, mas eu não queria ter que ouvir o Gajo a gozar-me, tinha que fazer alguma coisa...
Ia dar tudo na recta da meta. Assim, depois da subida, comecei a dar-lhe gás!!!
Imaginem o Bolt em camera lenta!!!
A senhora apercebeu-se e também puxou, mas eu estava imparável, até que aconteceu algo que nunca pensei que me acontecesse...

A luta pelo antepenúltimo lugar ia ser épica!!! 

Então não é que a senhora, ao aperceber-se que eu a ia ultrapassar tentou meter-se à minha frente. Tive que parar senão levava um empurrão e lá ia a ET para o chão. Mas às vezes há coisas sem explicação, o universo queria que eu fosse a antepenúltima.
Logo a seguir à tentativa de falta para cartão vermelho, a senhora engana-se e sai do percurso. Desta maneira consegui passar-lhe (sem necessidade de recorrer à violência) e cheguei à frente dela, estava a morrer, mas bolas fui a ANTEPENÚLTIMA!!! Ahhh que felicidade... Mais 1 ponto meu, outro da SB e não sei quantos da CM que ficou em 6º no escalão dela.

Depois deste final épico, dificilmente haveria tanta emoção nas restantes provas...

E assim foi. Depois da minha prova, é a altura da prova do Gajo e dos outros gajos da equipa. Depois de começarem vejo a SB que me diz:

-O Gajo já vem todo rebentado no 1º km...
Bolas...

Passa então o NP com aspecto que iria ao podium (para não variar), passa o H com um ar de alface fresca, e passa o Gajo com uma carunga, parecia que ia a fugir do fim do mundo... Passa o LBZ com um ar super feliz, e o N com um ar... Realmente quem tira o alcatrão ao N, tira-lhe tudo...
Veredicto geral:

A prova era muito difícil!!!

Depois da prova dos gajos, a prova dos gajos mais velhos. Tínhamos o F, o NM, o J e o TZ.

Também eles fizeram provas 5* e acharam o percurso difícil.

Tivemos um 2º lugar e um 3º lugar e fomos a equipa nº11 (em 21). Nada mau...

Para mim foi espectacular depois de tudo o que passei no ultimo mês, chegar em antepenúltimo lugar, foi a felicidade numa descida, subida e recta da meta!!

Que tempo é que fiz??? Nem sei, nem vi, nem quis ver... O importante era poder estar ali e sentir o vento na cara...

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

De laranja a melão e a coincidência...

Antes de mais um excelente 2019 para todos...

Para mim o final de 2018 e inicio de 2019 foram um pouco maus, mas se não fosse assim não era a mesma coisa. O tanas, bolas não há descanso...

Então, comecei o mês de Dezembro ainda com alguma energia, fiz uns treinos para preparar a São Silvestre de Lisboa. Este ano ia ser especial, era a prova 100 para o N. Não podia faltar a esta celebração, o N tem sido um grande apoio para mim, queria muito estar bem na São Silvestre não só porque adoro aquela prova, com a iluminação de natal a subida mítica ao Marquês e a descida até à meta, mas pelo N...

Então comecei o mês a treinar, fiz o trail de Alcanena (sim terminei e não fui a ultima) com alguma dificuldade, senti muita fraqueza nas pernas, etzisses, mas diverti-me na palheta com os vassouras e sozinha, com os fones nos ouvidos, foi tão bom correr lá em cima na serra, a saltar as pedras, quase a tralhar umas 10 vezes (pernas para cima ET!!!)...

Comecei as minhas merecidas férias dia 20, e dia 20 fiz uma visita forçada às urgências do Hospital da zona... A minha anemia piorou, a laranja andava a fazer das suas... Raios partam a laranja... Levei um saquinho de ferro pela veia e fui para casa, com indicação de que deveria repousar...
Sim, sim, repouso, pois pois. E o treino de natal do grupo e a corrida solidária de Coruche?? Não se fazem repousada. Desde que a minha mãe não sonhe que ando a fazer estes atentados à minha saúde, não há stress... E desde que não haja escadas e subidas...

Então dia 22 lá estava a ET pronta para liderar a caminhada do treino de natal da equipa... Queria correr, mas não conseguia, estava a sentir-me cada vez mais debilitada... Percorremos a cidade, distribuímos sorrisos, votos de boas festas e chocolates. Tiramos um montão de fotos, foi mesmo bom, foram 5km muito divertidos, sem escadas nem subidas.

Ao final da tarde eu e o Gajo fomos para Coruche, para a corrida solidária. Eram mais 5km, não devia de ser difícil... Quando fomos para a zona de partida, encontramos o Filipe Torres. Finalmente falamos pessoalmente, e ele ficou a conhecer o Gajo.
Quando começou a corrida, eu ainda corri um pouco, mas as pernas foram ficando cada vez mais pesadas e tornou-se impossível correr. Até que começo a perceber que vamos subir à igreja do Castelo, onde os meus pais casaram... Aquilo tem uma escadaria imponente, naquela noite parecia que tinha milhares de degraus... Custou-me horrores subir aquilo. Quando dei por mim era a ultima...

-Ohhh ET isso para ti não é novidade. - Dizem vocês, mas naquela noite não sei porquê fiquei mesmo triste, acho que me "caiu a ficha", percebi que estava mesmo mal, lembrei-me que há 29 anos atrás também me custava subir escadas... Porcaria da laranja...
E lá fui eu sempre no final. O Gajo veio buscar-me e desta vez não ralhou comigo por ir atrás de uma senhora com evidente excesso de peso e com uns 70 anos... Foi caladinho. Mas a determinada altura comecei a correr uns metros, parava, andava e voltava a correr. Lá ultrapassei a tal senhora e mais um monte de gente e terminei...
O natal passou, e eu sempre a sentir-me pior, mas não quis dar parte de fraca, não queria ir novamente ao hospital...
E eis que chega o dia 29, o dia da São Silvestre de Lisboa. Nessa altura estava a sentir-me tão fraca que abandonei a ideia de fazer os 10km em modo caminhada. Ia só mesmo para o convívio. Ofereci o meu dorsal a uma companheira de caminhada, a ideia era ficar num ponto estratégico onde pudesse ver o pessoal a passar. Ia até fazer uns cartazes de apoio ao N... Mas a laranja não quis, raios partam a laranja que agora tem vida própria... Antes de almoço era evidente que tinha mesmo que ir para o hospital, e lá fui eu com o Gajo para as urgências... Quando fui observada, a médica que me viu, deu um novo nome à laranja:

- Você tem ai um melão!!!! - disse ela...

E porquê sempre fruta que eu gosto??? Porque não um dióspiro?? Ou iscas?? Ou uma couve de Bruxelas??
Enquanto aguardava pelo resultado das análises consegui convencer o Gajo a ir correr a São Silvestre, desde que levasse o telemóvel com ele (coisa que obviamente não fez). E fiquei sozinha naquela sala de espera, com mais um monte de gente, mas senti-me tão sozinha...
E eis que veio o resultado, tinha que ficar internada, pois tinha os valores tão baixos que era preciso levar sangue... Só nesse dia contei 7 picadelas, 2 injecções, 2 análises, 2 tentativas para porem o caterer e outra que resultou... Fiquei com os braços negros... Nessa altura a concidência, há precisamente 29 anos atrás, estive nas urgências daquele hospital (apesar de ter uma nova localização, é o mesmo nome) há 29 anos atrás tornei-me oficialmente ET, bolas até arrepia...

Uggghhhhhhhhhh

Nascer do sol no hospital...


Felizmente desta vez não tive que fazer a passagem de ano no hospital, depois de 2 saquitos de sangue e mais um de ferro tive alta no dia 31...
Os primeiros dias de 2019 foram muito maus, mas cerrei os dentes e aguentei sem ir ao hospital... Raios partam o melão...

Esta semana voltei ao trabalho, ainda meio zombie, mas muito melhor e dia 31, se correr tudo bem este melão vai à vida!!! Ahhhh toma lá ohh melão...

E com esta conversa toda de melões, só me apetece cantar, coração de melão, melão, melão, melão...











sexta-feira, 30 de novembro de 2018

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Pinga Trail e a chuva de lama...

Este domingo foi dia de prova, de caminhada. Ahh pois, a caminhada também pode ser uma prova dura, e a caminhada do Pinga Trail foi das boas, mesmo como gostamos.

Na sexta feira tinha andado a ler que havia alerta de CHUVA DE LAMA!!!! A única chuva de lama que vi, foi no domingo, porque choveu muito e andei a patinar na lama, podemos considerar isto como chuva de lama?? Acho que sim.

Então, no domingo logo cedo (muito cedo) a coisa prometia, tinha estado a chover e fizemos a viagem até Arruda do Vinhos debaixo de chuva.
Os amigos Kaninos, os organizadores, tiveram que alterar a partida e a chegada para a Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos, e alterar trajectos à ultima da hora, para garantir alguma protecção aos atletas na partida e na chegada. Comer bifanas à chuva não é agradável... Mesmo assim conseguiram garantir um ambiente de festa. O Hugo Água era o speaker, a animação estava garantida.
Tivemos 2 estreantes nas lides do trail, o M que ia com o Gajo a Maggie, a GN e o A ao trail longo, e a L que veio participar na caminhada, comigo, a M, a AM e o LB. O resto do pessoal ia ao curto.

A nossa caminhada tinha 11,9km, e prometia ser das boas. Depois da partida dos trails fiquei a olhar para o pessoal que se alinhava para a caminhada. Desde "caminhantes profissionais" com camisolas polares e capas gigantes, até pessoal com ténis de pano e chapéu de chuva. Vi alguns "caminhantes profissionais" com mochilas GIGANTES. Estive quase para ir perguntar ao grupo em questão, o que é que levavam nas mochilas...
Será que...
- Levavam o portátil, para se sentarem no meio do percurso a trabalhar??
- Levavam material para fazerem almoço, panelas, pratos, fogareiro??
- Levavam tendas para acampar??
- Levavam um corpo para enterrar na serra??
- Levavam.....?????

Como podem imaginar tivemos motivo de conversa animada durante uns kms a imaginar o que estaria naquelas mochilas.

A nossa caminhada começou animada, fomos dando umas dicas à L. Como posicionar os pés nas descidas, andar depressa nas zonas de lama, tentar andar em locais com vegetação... Isto de andar em vez de correr tem os seus truques, principalmente em descidas com lama. Se alguma vez ouvirem uma louca a gritar no cimo de uma descida:

- Agora é fechar os olhos e correr como não houvesse amanhã!!!

Sou eu. Só espero é que ninguém o faça...

Logo no inicio tentamos fugir ao pessoal que ia com ténis de pano. para não ficarmos entalados em single tracks... Isto de caminhar também tem estratégias.
Ia super bem, até chegar à 1ª subida, numa zona de vinhas. Tinha um desnível jeitoso, e lama, lama daquela que se agarra aos ténis e é quase preciso puxar a perna com as mãos, porque o pé fica engolido na lama. É nestas alturas que agradeço a mim própria não lavar os ténis. Nunca lavo os ténis, deixo-os na varada e espero que chova. Lavar para quê?? Para me chatear de andar na lama porque os ténis estavam limpinhos???

Lavar para quê??

Até ficaram com uma sola de barro...


Essa 1ª subida custou-me horrores, tenho andado com uma pequena anemia que pelos vistos ainda não passou, cheguei lá acima a ver tudo a andar à roda...

Depois de mais umas subidas e descidas na lama fofa, chegamos a uma zona com "transito parado"... Ouvimos o som de agua a passar com alguma violência, mas não conseguíamos perceber porque estava tudo parado, até que... Ohhh não...
Tínhamos que atravessar o riacho que estava um aspecto agressivo. A organização teve que pôr uma corda para ajudar à passagem e havia pessoal a ajudar. Fiquei um pouco assustada. Mas ao ver a reacção da L, fiquei mais calma, ela estava super entusiasmada por se meter num riacho com água até quase à cintura. Ohhh ET, bolas já fizeste coisas piores, vamos lá sem medo, vá menos medo.

Vista para a coisa... Foto da M



Não era a ET, mas podia ter sido...

Felizmente não há fotos da minha passagem... Não foi fácil, mas fiz. Molhei-me até à cintura, e se não fosse um Kanino que estava na água a ajudar o pessoal a passar, estava provavelmente agora a boiar no Tejo. Tá feito.

Depois foi andar mais uns 6km com os pés a boiar dentro dos ténis.
O percurso foi muito bonito, interessante e com um bom grau de dificuldade, excelente. Passamos por uma casa antiga, linda, mas abandonada que tinha um penico no meio do caminho. Porquê??? Não sei mas foi engraçado.

Estará assombrada??

Porquê???


E vimos renas, sim parece que o Pai Natal está de férias na Arruda dos Vinhos, deve ser pela pinga, que havia no abastecimento, sim aqui a ET também provou a água pé, que estava bem boa.

As renas do Pai Natal


Quase no final apanhamos uma parte de vinha com aquela lama movediça onde a AM ia perdendo a sola de um dos ténis. Não se riam!!! Coitada teve que vir com a sola na mão durante uns bons 2km...


Terminamos quase ao mesmo tempo que a malta do curto. A Maggie e a GN tiveram direito a pódio, e mais tarde tivemos a noticia de que o N também tinha tido direito a pódio na corrida Luzia Dias!!

Parabéns N!!

E parabéns à organização desta prova, adoramos a caminhada, bem marcada, difícil qb, excelente!!


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Fazer ou não fazer, eis a questão!!!

"...é mais bonito para o lado da MM porque é mais tempo junto ao rio e naquela paisagem..."


Bolas, já me lixaram... Sempre que vou ao Douro Vinhateiro fico cheia de inveja do pessoal que faz a meia maratona, o percurso deve ser mesmo lindo.

A questão que coloco, é:

Qual a melhor prova para se fazer a estreia na meia maratona???

Para mim há duas fortes concorrentes:

Douro Vinhateiro e Coimbra.

O Douro Vinhateiro é óbvio, a paisagem é fabulosa. É meio caminho andado para se conseguir terminar.

Coimbra tem uma grande mais valia, a primeira parte da prova é a descer, mas a descer mesmo. Tem sido a prova de eleição para as estreias do pessoal nesta distância...

E 2019 já decidi, vou fazer a minha primeira meia maratona...

Já tenho o OK médico, o meu coração está a 100%, já programei o meu relógio para o programa de treino dos 21km... Falta tirar a laranja e inscrever-me...

O que acham, Coimbra ou Douro Vinhateiro?? Ou há outra prova perfeita para esta distancia??

Digam de vossa justiça!!




terça-feira, 6 de novembro de 2018

O Porto e uma laranja do Algarve

Antes de mais fica o aviso de que este post deveria ter bolinha vermelha!!!

Quando no mes passado fui de urgência para o hospital, devido a etezisses chatas que me aconteceram, descobri que tenho algo com o tamanho de uma "laranja do Algarve" encostado ao meu útero...

- Você tem uma laranja do Algarve na sua barriga!!! Está a comprimir-lhe a bexiga e os intestinos!!!- Disse uma das médicas que me observou.

Ficou tudo explicado, as dores, o desconforto, as idas constantes à casa de banho a barriga gigante...

E correr assim?? Difícil. Estar muito bem e de repente um desconforto e dores horríveis, não é fácil manter a boa disposição...

Bolas não tenho descanso...

Agora é esperar que me marquem a operação para tirar a peça de fruta...

Entretanto já tinha Coimbra e o Porto marcadas. Mesmo sem treino ia tentar.

Coimbra correu horrivelmente mal, fiz o pior tempo de sempre aos 10km, fiquei super desiludida comigo, a minha moral estava a roçar o chão.

E o Porto?? Como é que ia conseguir fazer 15km??

Estava fo$!$a (eu avisei da bolinha vermelha), estava a imaginar o drama, a ET a correr e a cair para o lado... Ia ser uma catástrofe...

No sábado lá fomos para o Porto. A ideia era sair às 7 da manhã para aproveitar o dia, ao meio dia estávamos a ligar o carro... O Gajo ia fazer a maratona, precisou de muito tempo para acordar e arranjar a mala... Stresses...

Chegados ao edificio da Alfandega do Porto vimos montes de gente com mochilas amarelas. Ena mochilas em vez de mais um saco igual aos milhares que tenho em casa...

Os dorsais levantavam-se num local, e os sacos noutro. Levantamos os dorsais e fomos ter com o N que estava à séculos à nossa espera na pasta party... Lá comemos massa (estou FARTA de massa, o Gajo obriga-me a fazer massa todos os dias há mais de um mês)...

Estava na altura de levantar as Tshirts e os sacos.

Fui para a "minha fila" para levantar o meu saco branco, igual a tantos que tenho em casa.

- Já não temos S's!!! - Disse a menina que me atendeu.
- Como não têm S's??? São 5 da tarde e não têm Tshirts para todos???
- Posso dar-lhe um L, também não temos M's!!

Xiiii comecei a ferver...
- Para que é que eu quero uma Tshirt L? Para fazer de saco de batatas??? Está a dizer-me que uma organização deste calibre não garante as Tshirts que escolhemos na altura da inscrição?

- Posso dar-lhe um S da Tshirt da maratona.

-Mas EU NÃO VOU FAZER A MARATONA!!!! Quero um S da prova que vou fazer!!

Fiquei mesmo chateada, bolas a organização da Maratona do Porto não garante as Tshirts que as pessoas pedem no acto da inscrição?? Uma vergonha. Sai de lá com o meu saco branco cheio de papeis e sem Tshirt. Imagino que ao final do dia as pessoas que se inscreveram na Maratona não tiveram S's e M's, pois foram entregues aos inscritos nos 15km. Nunca me tinha acontecido isto, nem nas provas da terrinha. Eu sei que é algo sem importância, mas deixou-me tão irritada... Ahhh só me apeteceu mandar a miúda para o car#!&o (eu avisei!!!)...

Ao jantar fomos a uma pizzeria onde comemos as maiores pizzas que vi. A "individual" dava para alimentar uma família de 4 pessoas (ok estou a exagerar um pouco, mas eram gigantes)...

E eis que chegou o dia "D"... Ou "M" para o pessoal que ia correr a maratona, para mim e para a R, era o dia "A" de ansiedade...

No pequeno almoço ainda não tinha decidido se participava nos 15km ou se ficava com a R e a miudagem... A R tem uma paciência e uma calma com os miúdos, obrigada por aturares a mini ET, que agora anda com a mania que faz parkour...

Chegados à rotunda da anémona ficamos à espera do resto do pessoal da equipa, que não apareceu...

Eu estava a sentir me bem e resolvi fazer a prova, apesar de me sentir culpada por não tentar ir à zona das pontes onde os maratonistas iam passar...

Deixei o pessoal e corri para a zona do bengaleiro. Não foi fácil chegar lá... Ninguém me sabia dizer onde era e não vi setas nem nada... Lá encontrei o bengaleiro, fiquei uns minutos na fila e rezei para que não me perdessem a mala...

Depois disso ainda perdi uns 10 minutos na fila para o WC... Entretanto já eram 9:05. Não fiquei muito preocupada. Primeiro tinha que partir do maranhal todo da Maratona, só lá para as 9:15 é que iria partir a family race, pensei eu. Mesmo assim comecei logo a correr desde a zona das casas de banho. Bora lá ET, começas a aquecer, pensei eu... Não queria partir no fim...
Mas quando chego à zona de partida... Não vejo ninguém... Ora bolas e agora?? Olho para a minha esquerda e vejo a R com a miudagem!!! Por breves segundos pensei em ficar com ela, mas as palavras de animo da R deram força para continuar...

E lá fui eu, juntamente com outros "atrasados"... Passo na partida, e ligo o relógio... Já está... O primeiro km foi difícil, estou mesmo muito mal, sentia as pernas sem força, e sentia me desconfortável. E ter a ambulância atrás de mim também não ajudou, pensei desistir muitas vezes. E eis que vejo a placa do 1ºkm... Já?? Boa, já só faltam 14km... E lá fui eu mais animada, deixei a ambulância para trás... Ia no meu passo de "corrinhada"... Nas calmas, a ultrapassar o pessoal...

Não sei se vinha ainda chateada com a situação da Tshirt, mas achei o percurso aborrecido. Bolas o Porto é tão bonito e põem o pessoal às voltas em bairros estranhos sem grande piada.
Tive uma altura em que me senti tão desconfortável, tinha que ir à casa de banho... Vejo um Pingo Doce, perfeito... Faço um pequeno desvio e... Ohhh mega fila para a casa de banho. Tive uma conversa mental com a minha bexiga. Disse-lhe que não podia armar-se em mimada e que tinha que acalmar... Parece que funcionou, ou então foi o Tailwind que o Gajo me preparou e que fui a beber durante toda a prova...

A minha parte preferida foi passar na avenida depois da anémona onde pude ir um pouco entretida a ver se via pessoal conhecido. Vi o João Lima, ainda lhe gritei um força!! Acho que ele me reconheceu...

Ia então distraída a olhar para o lado, quando de repente vejo dois loucos a saltar para a minha faixa. Era o N e o Gajo. Fiquei tão feliz de os ver... Que boost de energia... Obrigada rapazes!!! Fiquei super descansada porque iam juntos. O Gajo não consegue travar a velocidade, e tanto numa prova de 10km como de 21km começa sempre com a mesma velocidade, na maratona isso é a desgraça do artista, mas o N é certinho e ia pôr o Gajo na linha. Obrigada N por "tomares conta" do Gajo...

No final dessa avenida (penso que aos 8km) estavam altifalantes com musica. Estava a passar Sia... Lembrei-me logo do N e de como ele ia adorar passar ali naquele momento... Passei com um mega sorriso...

Estava ansiosa de ver a marca dos 10km, nunca mais chegava, felizmente à minha frente iam 3 senhoras brasileiras que paravam em todas as marcas de km para tirar selfies!! Assim que as vi lá ao fundo paradas percebi que estava a chegar ao km 10... Tomei o meu gel, um pacote de mel, bebi agua e lá fui eu. Só mais 5km ET, já está, vais conseguir, nem a porcaria de uma laranja do Algarve (atenção que eu adoro laranjas do Algarve) ia impedir-me de terminar... E eis que recomeçam as dores e o desconforto, o raio da laranja andava aos saltos...

Antes de chegar à rotunda vejo umas pessoas de cor de rosa aos saltos... Era a R com a miudagem... Ohhh mais um boost... As lágrimas estavam com vontade de saltar... E lá fui eu de mão dada com a mini ET e com a M, com a R e o G a darem-me força.

- Mãe posso ir contigo até ao fim?? - Pergunta a mini ET.
- Ainda faltam 4km e tu corres muito depressa, não consigo acompanhar-te (é como o pai, corre como não houvesse amanhã no inicio e depois não aguenta mais).

Eles lá ficaram na anémona e eu continuei. A ultima parte foi complicada porque não estava bem, a laranja aos saltos provoca muitas dores... Mas aguentei. Na parte onde nos misturávamos com a caminhada foi um pouco chata, estava constantemente a desviar-me das pessoas...

km14, já está, vais mesmo conseguir... Ao fazer a curva para começar a subir e eis que aparece a R com os miúdos. A mini ET e a M queriam ir comigo. Bora lá meninas. Fizemos a subida devagar, mas quando vi os pórticos, larguei por instantes as maozinhas delas e corri, não corri mais porque as pessoas da caminhada metia-se à frente. Quando vejo a meta começo a pensar em todas as duvidas que tive... És tão parva ET, FO#$-SE (eu avisei) conseguiste carago (bolas estava no Porto, podia dizer asneiras à Porto)...
Parei mesmo antes de passar na meta, para esperar pelas princesas, ia passar com elas.

Já está. Só não me ajoelhei no chão a chorar porque comecei a imaginar a reacção da mini ET:

- A sério mãe?? Estás a envergonhar-me...

Só não resisti beijar a minha medalha... Espero que seja a ultima da laranja... O tempo que fiz?? Miserável, mas bolas fiz, e nos Sinos vou melhorar.

Estive depois uns bons 20 minutos à chuva (que ainda era miudinha) para levantar a minha mala, que felizmente estava seca...

E depois?? Depois foi o sofrimento, a ansiedade a vermos a aplicação... Estão juntos... Ahhhh já não estão juntos... E a chuva?? Chovia tanto, estava tanto vento. Estava com vontade de ir para o hotel com os miúdos... Coitadinhos foram tão fortes e corajosos... Queriam ver os pais a chegar... A mini ET queria fazer o mesmo percurso com o pai, desde o inicio da subida. Mas não conseguimos passar e era um sitio tão desagradável com a chuva e o vento. Fomos para o final da subida... E eis que o vejo, ohh finalmente... Olha o pai lá ao fundo, vai com ele...

A saída dos maratonistas era um caos... Chapéus de chuva por todo o lado, não conseguia ver nada...

Enquanto o Gajo estava a gravar a medalha e a vestir a Tshirt de finisher, encontrei na minha mala a manta térmica, obrigatória nos trails. Consegui embrulhar a mini ET que tremia de frio, com uma e a M, tadinha estava gelada, mas feliz porque entretanto o N tinha chegado...

Fiquei mais uma vez desiludida com a organização. No inicio deram umas capas plásticas ao pessoal, quando ainda não estava a chover. Não sei onde as estavam a dar, mas pensei que as dessem no final... Mas não. Deixaram os atletas ao frio e à chuva. A fila para o bengaleiro era gigante, as pessoas tremiam de frio, nem imaginam a quantidade de pessoas que me perguntaram onde tinha arranjado as mantas térmicas...

O banhinho quente soube tão bem...

E depois francesinha e viagem de regresso para casa, não recomendada a cardíacos...


Aqui está ela... Não liguem ao tempo, nem ao ritmo, uma vergonha...





quarta-feira, 24 de outubro de 2018

ET na Serra d'Arga

Pois é a ET foi à Serra D'Arga...

Mas antes de falar disso, queria "explicar" o porquê da minha ausência... PREGUIÇA, pura PREGUIÇA... Stress, cansaço, demasiadas coisas em que pensar... Sei lá...

No decorrer das minhas férias, resolvi ir com o Gajo, fazer um treino para explorar a zona onde estávamos. Andámos por montes, zonas perigosas e quando começamos a correr na estrada, zuuuummmmm, a ET torce a porcaria do pé, por isso digo-vos:

 NUNCA TREINEM NAS FÉRIAS!!!

As férias são para descansar, comer porcarias, deitar tarde e acordar tarde, não são para treinar.

Por isso, depois de torcer o pé tenho andado com medo de correr. Estou a recomeçar devagar e ando sem motivação para escrever. Alem disso, o meu grupo esteve a organizar uma caminhada, aqui na minha zona, com porco no espeto e caldo verde. Felizmente correu tudo bem... E estive também na organização de uma caminhada solidária a favor da Acreditar que decorreu no dia 31 de setembro, como podem perceber a minha cabeça de ET vai explodir...



Voltando então a Arga. As expectativas estavam "lá em cima", bolas um evento do Carlos Sá, ia ser perfeito.
Achei melhor inscrever me na caminhada, não estou à vontade para correr com vassouras a pressionar-me. Na caminhada posso desfrutar da paisagem sem stresses.

Além de mim e do Gajo, foram mais uns colegas da equipa. Desta vez ia ter companhia da L e da AM na caminhada.

O Gajo estava inscrito para os 33km, o resto do pessoal foi à prova dos 23km.

Fomos sábado logo cedo, para aproveitar para conhecer a zona. Realmente o nosso pais é lindo, o Minho é espectacular, fiquei deslumbrada.

Assim, caminhada organizada pelo Carlos Sá, no Minho, tinha tudo para correr bem... Estava ansiosa por explorar as famosas cascatas e paisagens maravilhosas...

No domingo em questão, lá fomos cedinho com a LB, que é daquela zona e que conhece aquela serra de ginjeira... Ela fartou-se de avisar o Gajo, sobre a famosa subida à senhora do Minho. Parece que era uma subida, daquelas que até custa fazer de carro...

Após a partida do Gajo e do resto do pessoal, ficamos na partida para a caminhada. Foi anunciado que na frente da caminhada iria uma pessoa, que não a podíamos ultrapassar...

Então e pessoal para acompanhar?? E vassoura?? Mau, nas caminhadas simples que organizamos temos SEMPRE vassoura, custa-me a querer que o Carlos Sá não se tenha lembrado que alguém podia perder-se ou magoar-se... Mas deve de ter pessoal em diferentes locais, para ajudar e acompanhar os caminhantes...

Lá fomos as 3. Começamos por estradões. Perdemos logo imenso tempo a admirar as fantásticas obras de arte executadas pelas aranhas...



O trajecto que fizemos era o inicio das provas dos 33 e 23km, logo estava bem marcado com fitas. Mas não ver absolutamente ninguém da organização deixou-nos inseguras, será que estávamos bem?? Lá fomos nós a seguir as fitas...

Os percursos eram lindíssimos. Houve locais onde eu é que tive que ajudar participantes (crianças e adultos) a passar, locais muito escorregadios e perigosos. Fiquei muito desapontada. Esta caminhada tinha que ser perfeita, mas não foi. Valeu pelas paisagens e pela companhia da L e da AM. Mas não valia a pena ter pago a caminhada, podíamos ter explorado aqueles trilhos, sem estarmos inscritas na caminhada.





Fizemos então todo o percurso sem ver ninguém da organização, seguindo as fitas. Mas o trajecto não batia com o que estava no mapa do dorsal.

Até que chegámos a um local onde ainda estava o primeiro abastecimento dos trails. Eles estavam a arrumar tudo com muita pressa. Eu vi-os e corri até eles, antes que fossem embora.

- Nós estamos a fazer a caminhada. Estamos bem? - Perguntei.

- Sim, agora têm que ir por aqui até à igreja. - Disse o rapaz da organização apontado para uma estrada que não tinha nenhuma marcação.

- Mas este caminho não tem marcações, de certeza que é por aqui? - Perguntei eu. Já estava a começar a ficar verde...

- Sim é por aí. É fácil não se perdem. São as ultimas?

- Não faço ideia... - Estava com tanta raiva que virei costas e segui para onde ele tinha indicado.

Por acaso até sabia ir até à igreja. Reconheci o sitio porque tínhamos o carro num estacionamento perto... Mas senti-me desrespeitada. Bolas a caminhada não merece fitas até ao final da prova? Já que nem abastecimento teve (estava um calor diabólico), nem medalha, ao menos umas fitinhas. Acho que ainda fiquei mais zangada por ser um evento do Carlos Sá.

Quando chegamos à meta forcei um sorriso. A senhora que estava a dar as medalhas era a que tinha ido à frente na caminhada.

- São da caminhada? Então não têm direito a medalha - disse ela de uma maneira nada simpática.

Começamos a reclamar com ela, que não vimos ninguém da organização durante o percurso, que nem vassoura ou fitas houve no final...

- Eu tive que levar uma senhora, que se magoou, ao colo, mas gritei para saber se vinha mais alguém no fim - disse ela.

Nem quis responder. Era tão ridícula a situação que preferi não dizer mais nada.

- Temos ao menos direito a comer e beber alguma coisa ali?? - Perguntou a L, apontado para a tenda onde estava o abastecimento final de quem chega.

Ao menos tivemos direito a uma sopa, fruta e líquidos. Não foi mau. Combinamos tentar falar pessoalmente com o Carlos Sá.

Fomos depois esperar o resto do pessoal. Estava mesmo muito calor. Vi gente a chegar muito mal mesmo.
As meninas dos 23 foram chegando, e o Gajo lá chegou, todo rebentado, mas feliz...

No final fizemos a festa. Os Cabo-verdianos que ganharam as provas passaram ao pé de nós e foram logo agarrados pela Maggie. Ela não perdoa. Foi fotos, conversas parvas, um fartote. No final ofereceram um boné ao Gajo e uma t-shirt e um boné à Maggie.

Entretanto a L descobriu o Carlos Sá. Pediu para falar com ele. Fomos as três. Coitado ele estava com ar cansado, mas foi super simpático, além de ser sssuuuuuuppppeeeerrrrr giro.

Ele disse que tinham organizado a caminhada para "as mulheres dos atletas estarem entretidas, enquanto eles estão em prova"...
Comecei a ficar verde... de raiva!!!! Novamente, se ele não tivesse sido tão prestável e simpático, tinha levado com a "raiva da ET"!!! Eu sou muito simpática, mas quando me enervo, xiiiiii nem vos conto...

Explicámos que há gente maluca que gosta de ANDAR nos trilhos das serras, apenas para apreciar as paisagens com calma. Gostamos de subir e descer as rochas, da mesma maneira que os trail runners, mas sem a pressão de fazer tempos. Até porque os trail runners não conseguem apreciar a natureza como os "caminhantes". Não fazemos caminhada porque estamos aborrecidas à espera de Gajos malucos...

Disponibilizamos-nos para ajudar na caminhada em 2019. Temos muita experiência em fazer de vassoura (eu e a L somos sempre as vassouras nas caminhadas organizadas pelo nosso grupo) por isso podemos fazê-lo na serra de Arga em 2019.

Ficamos à espera do convite :)

Aproveito para alertar as organizações de provas. Respeitem os caminhantes da mesma maneira que respeitam os runners, avisem os caminhantes para trazerem calçado adequado.
Façam trajectos desafiantes e em locais bonitos. Também gostamos de molhar os pés, de escalar rochas, de descer trilhos difíceis. Quando organizarem uma caminhada façam benchmarkting e "estudem" a prova dos Abutres. Para mim foi sem duvida a melhor prova onde estive.

Já estou inscrita nos Reis, para 2019. Tenho as expectativas lá em cima.

Por favor não me desiludam!!!