Queria deixar uma homenagem aos pequenos guerreiros e às suas famílias!!!
A todos, aos que não sobreviveram e aos que sobreviveram e que carregam nas costas um pesado fardo... Eu ainda o sinto, mesmo 27 anos depois, nunca vai passar a dor, a questão, porquê eu???
Força para todos os que infelizmente estão a sofrer... Não desistam, nunca desistam!!!
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
A ET foi aos Abutres 2018 – Capitulo 2 versão Walker
É agora, é agora que vou falar da “caminhada”, da senhora caminhada, que houve na prova dos Abutres, mas que senhora caminhada, caminhada com “C” grande…
Depois da prova do gajo, e enquanto ele tomava banho,
aproveitei para olhar como deve ser para o livro da prova, na parte da
caminhada. Foi então que vi:
- 1050 de desnível negativo??? Numa caminhada de 12km????
Espera lá, isto é a descer a pique!!!! Deve ser em estradão, sem stress…
Antes do jantar ainda fomos matar saudades do Talasnal…
Continua lindo e mágico, com o maroto gato zarolho a pedir festas… A descer a
serra para a Lousã, um javali atravessa se na estrada como se estivesse
habituado aos carros a passar por ali. Felizmente não o atropelamos, foi um
misto de pânico e fascínio...
No domingo da Srª. Caminhada (respeitinho) acordei cheia de
frio e dores de cabeça. Um par de Ben-u-rons, umas camadas de roupa, buff dos
Abutres na cabeça e estava pronta.
O carro estava com uma camada gigante de gelo. Estivemos um
tempão para retirar o gelo todo, estava mesmo muito frio.
Quando chegamos a Miranda do Corvo, fui logo para o
autocarro que nos levaria até ao local onde ia começar a “Sr.ª Caminhada”.
Enquanto estava sentada a aguardar que o autocarro começasse a andar, vi que o
gajo estava a falar com alguém… Aparentemente da organização… Volta e meia
olhava para mim e fazia caretas de assustado e tentava avisar-me. Percebi que
ele dizia:
- LAMA, LAMA, LAMA…
Lá está ele a tentar assustar me ahhh ahhh ahhh… Lama era no
trail, na caminhada (mau, Srª Caminhada) não há nada disso, há estradões largos
e fáceis...
Tentei perceber o “grau de profissionalismo” dos caminhantes à
minha volta, mas estava tudo sentadinho…
Entra então um senhor de cabelos brancos e bigode farfalhudo, com
um bastão à moda antiga (de madeira). O senhor tinha ar de que conhecia a serra
como a palma das mãos, sabia onde estavam todas as pedrinhas, todas árvores, todas as silvas…
E lá fomos nós, sempre a subir, a subir, a subir cada vez
mais… Até se sentia o motorista a pôr “uma abaixo”. Houve um momento que
parecia que o autocarro não tinha mais mudanças, que não conseguia subir mais, foi nessa altura que
encomendei uma reza e a missa pelos meus joelhos…
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| Lindo |
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| O Geodésico lá da zona |
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| Tive que roubar umas fotos à organização da prova. O Sr. Zé foi incansável |
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| É bonito, não é??? |
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| A ET algures... |
Lindo, aliás toda a caminhada (ai, ai, a Srª Caminhada) foi feita em locais deslumbrantes, as fotos não fazem justiça à beleza da zona, nem mostram a pureza da água ou o som da água nas cascatas, ou dos pássaros ou os cheiros, cheirava a ar puro, e a flores. Maravilhoso, fiquei ainda mais apaixonada por aquela serra...
Havia todo o tipo de caminhantes, desde pessoas com aspecto profissional, com um bastão (??? porquê um), pessoas que achavam que iam descer a serra pela estrada de alcatrão, pessoal que tinha feito o trail no dia anterior e iam também à caminhada apoiar a mulher, grupos de mulheres faladoras, e uma ET, com os ténis sujos de lama (desisti de lavar os ténis por fora) e um monte de camisolas vestidas...
Houve um "briefing" e começa a Srª Caminhada. Por single tracks de lama (ainda soft) e gelo, sempre a descer, a descer, a descer... E as paisagens... Já falei nas paisagens deslumbrantes??
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| É preciso legenda??? |
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| Sempre a descer... |
Havia caminhos que os poderia fazer a correr, mas não estava para ai virada. Queria desfrutar e fazer aquilo nas calmas. E ver as paisagens...
Cheguei a uma descida que me fez lembrar algo... Até que percebo, estava na zona onde há uns meses o gajo se perdeu... Estava a chegar a Gondramaz, esta descida tinha que a fazer a correr... Que bem que soube... E a paisa
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| CORRE ET!!!!!! |
Nem fazia ideia de que ia passar em Gondramaz... Tive uma pequenina esperança de ver o gajo algures, com um sorriso, à minha espera, mas não, a essa hora devia de estar a dormir, ou no café a ler o jornal...
Havia um abastecimento lá (não fazia ideia), no mesmo sitio do abastecimento do trail, em frente à casinha do México... Que coincidência, não é?? NÃO!!!!!!!
Comi umas tostas com manteiga de amendoim, tomate com sal, e fui embora. Afinal agora a descida ia ser por aquele estradão onde há uns meses tinha estado, ia ser fácil...
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| A ET a ir embora de Gondramaz!!! |
Foi então que começou a descida, não ao inferno, porque a paisagem era linda... Já falei
Ou seja agora estávamos a fazer o percurso do trail, a descer por pedregulhos secos, pedregulhos com lama, pedregulhos com água, pedregulhos com musgo escorregadio, descidas a pique de deixar a cabeça de uma ET a andar à roda (pois, eu tenho vertigens). Perdi a conta das pontes de madeira escorregadias por onde passei, os troncos a fazer de ponte, as descidas com cordas, as descidas de rabo, sim eu tenho as pernas curtas... Felizmente havia sempre uma mão, um ombro, umas costas onde me pude apoiar...
O som da água a passar era calmante. Havia alturas em que parava e ficava a admirar a paisagem maravilhosa, a ouvir o som da água, a cheirar (snifar) a natureza... Que maravilha, quem me dera poder fazer aquilo todos os dias...
Falei com um senhor (que me apoiou numa descida tipo escalada) que trabalha na Câmara Municipal de Miranda e que anda pela serra a arranjar os trilhos, as pontes (sortudo) e que me dizia que costuma beber água directamente dos riachos...
Demorei uma eternidade para fazer aquela parte do trajecto...
No abastecimento em Espinho havia sopa, bifanas, minis... Estão a perceber porque é que foi uma Srª Caminhada???? Foi bruta em todos os sentidos, até nos abastecimentos... Mais tarde o gajo (invejoso) disse me que não viu bifanas nem minis nesse abastecimento!! Ahhhh TOMA!!!!
Com a barriga cheia, pus-me a caminho para a 3ª parte... A parte da LAMA!!! No dia anterior tinha ouvido relatos de um mar de lama, havia lama até aos joelhos, dramas...
Pois... Havia mesmo muita lama, um riacho de lama. Como não estava com vontade de fazer SPA, lá fui agarrada às árvores, com cuidado para a lama não passar para dentro dos meus ténis.
Vou explicar, os meus ténis são impermeáveis, mas mesmo impermeáveis... Não entra nada, nadinha, o problema é que também não sai... E se entra água por cima, estou desgraçada, porque fico com os pés a boiar nos ténis...
Aquela parte da lama era rodeada por uns canais de água, então para fugir à lama enfiava me nos canais, já que o nível de água era baixo.
Conclusão, safei me, sem tralhos, sem mascara de lama na cara e com os pés sequinhos, prontinha para ultima parte da prova, o alcatrão... E aqui tirei a barriga da miséria e corri... Até que... Olha é o gajo lá ao fundo... E senti o coração mais quentinho (alerta de lamechice), uma felicidade gigante e um alivio, estava feita, a Srª Caminhada... Não deu para correr muito, pois o gajo estava de rastos da porrada que tinha levado no dia anterior... Gajos...
Obrigada Abutres!!!
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
A ET foi aos Abutres 2018 – Capitulo 1 versão Roady
Pois fui… Doente, com febre, tosse, dores de cabeça, mas
fui. Levei roupa quente, paracetamol e borboletas na barriga…
Uns dias antes tinha andado numa azafama, a comprar
camisolas térmicas para a neve (sim eu sou muito friorenta) camisolas polares,
leggings para a neve, meias…
A mini ET não quis ir…
- É para estar à espera do pai??? Que seca, ele demora
sempre tanto tempo… Não quero ir…
Na sexta-feira tivemos que fazer um desvio para a levar aos
avós. No fundo foi um alivio para mim. Eu fico bem, sem comer, de pé ao frio, durante
horas, mas ela não.
Chegamos a Miranda do Corvo por volta das 22.15 e digo vos
que estava um frio de rachar…
Realmente aquela organização é da primeira divisão (assim
como a organização dos Reis). Não tenho nada a apontar. Mostramos o CC e recebemos
o saco com o dorsal e uma pulseira com a cor correspondente à prova, até os
acompanhantes (aka Roadys) tinham uma pulseira branca.
No saco do gajo (aka marido) estava uma linda t-shirt
alusiva ao evento. Fiquei roída de inveja. Mas quando abri o meu saco vi que
tinha um buff, não da Buff, mas ainda melhor, um buff dos Abutres, lindo, que
eu baptizei como o buff oficial dos walkers (aka pessoas que praticam caminhadas
duras na montanha). Mas sobre a caminhada, falarei depois…
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| Coisinha mai linda!!! |
O gajo ficou cheio de inveja. Até me ofereceu dinheiro por
ele, mas nem pensar este é meu (e foi bem merecido).
- Trail runner tem buff da Buff, não tem dos abutres, e tu
já tens o teu buff da Buff… - Disse lhe eu!!
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| Buff da Buff |
Depois desta discussão acesa, que podia perfeitamente ter
dado em divorcio, fomos para a Lousã, onde tínhamos um quarto (miraculosamente
marcado) na Pousada da Juventude.
No sábado de manhã cedo o pessoal do Ultra que estava na
Pousada fez questão de acordar toda a gente… Obrigadinho!!!!
O gajo mesmo assim ficou a ronhar. Tive que o mandar
levantar. Tinha que escolher a roupa e preparar a mala e as bebidas. É claro
que ele não fez nada de véspera…
Eu calcei 2 pares de meias das quentinhas, vesti as leggings
por baixo das calças de ganga, camisola térmica, camisola polar de gola alta,
camisola polar e a sweat da equipa. Ainda levei o casaco, não fosse estar mesmo
muito frio. Cachecol, mochila e os meus Merrells para dar umas corridinhas e estava pronta para a minha prova do dia... Ia ser duro.
Na zona de partida sentia se a ansiedade, estava cheia de pessoas de barba, bastões e buffs da Buff e havia um cheiro intenso a canfora... Acho que estava mais nervosa que o gajo... E se ele cai e magoa-se, e se eu não consigo estar nos abastecimentos quando ele passar...
Houve uma triagem para verem se ele tinha o material obrigatório, e começou a caminhada até à partida...
O speaker era um espanhol, não sei porquê...
1 minuto para a partida, o gajo dá me os óculos (já estão a perceber a minha preocupação, ele é pitosga e vai para os trilhos sem óculos), ultimas palavras de apoio e outras lamechices e eis que vai ele...
De repente faz se um silencio e começo a perceber que estou mesmo em Miranda do Corvo, ou dos corvos, pois o silencio era quebrado pelo som dos corvos... Até me arrepiei toda...
Estava na altura de ir para os autocarros. Estas subidas de autocarro pela serra, não são aconselhadas a cardíacos, nem a quem enjoa com facilidade... No caminho as ambulâncias... Cada uma que passa é menos um ano de vida que tenho... Fico apavorada com a ideia de que é o gajo que vai lá dentro...
Como houve muita gente que foi também para a serra e levou o seu carro, o autocarro teve que ficar bem longe do local onde os atletas passavam. E toca a subir a passo rápido, correr um pouquinho... Já se ouve o barulho do pessoal a apoiar.
Os atletas apareciam numa descida, daquelas fofas, propicias a bonitos tralhos. Vi umas quedas bem bonitas, mas o pessoal é rijo e levanta se logo.
Esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, desesperei, esperei, esperei, esperei...
E eis que vejo lá ao fundo um individuo de calças pretas e camisola azul... Era o gajo, finalmente o alivio. Lá desceu aquilo, deu um pequeno tralho e levantou se...
FORÇA GAJO!!!!
Finalmente viu-me (sem óculos é mesmo pitosga), e lá estava o sorriso rasgado, o sorriso que me sossega. Começo a correr a seu lado. Diz me que está bem e que está a gostar muito.
Fiquei com ele no abastecimento. Comeu uma sopa, bebeu água... Trocamos mais umas lamechices e deixo o ir, com o coração apertado. Reparei que logo a seguir a este abastecimento há uma subida fofa...
Olho para o relógio, bolas não vai dar tempo para apanhar o próximo autocarro, tenho que dar uma corridinha. Queria ficar mais um pouco no abastecimento para ver chegar pessoal conhecido de outra equipa, mas o meu foco era o gajo...
Felizmente consigo apanhar o autocarro para Gondramaz. Novamente a enchente de carros não permite que o autocarro fique perto da aldeia.
Bolas Gondramaz é realmente um local mágico, mesmo cheio de gente.
Posiciono me num sitio estratégico, mas à sombra. Estava demasiado frio. Mesmo assim fiz questão de aplaudir todos os atletas que passaram. Houve um que estava em tronco nu... Ou a camisola tinha ficado algures toda rasgada ou é um homem muito calorento...
Passado uma horinha, achei que devia arranjar um spot que tivesse sol, então meti me mais para o interior do percurso.
Esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, desesperei, esperei, esperei, esperei... Desesperei mesmo, como a rede é escassa nem conseguia falar com o meu apoio habitual nestas situações, que costuma estar a ver o live traking... Desesperei tanto que nem reparei que estava cheia de fome. Mas a fome pode esperar, o gajo pode aparecer de repente, não há tempo de ir à mochila procurar algo para comer... Desesperei tanto que quase chorei, de medo, de aflição por estar ali parada ao sol, ele podia precisar da minha ajuda...
Finalmente apareceu, finalmente. Vi que vinha de rastos, o sorriso estava lá, mas era um sorriso para me sossegar. Fiquei tão feliz por vê-lo... Comecei a correr com ele até ao abastecimento, que era em frente à Casinha do México 💗...
Estava a ser uma prova muito dura. Tiveram uma subida muito perigosa e ele vinha muito cansado. Levou uma tareia. Comeu mais uma sopa (cheirava bem e eu estava cheia de fome), bebeu água, mais umas lamechices trocadas e lá vai ele. E lá fui eu para o autocarro. Finalmente pude comer o meu "almoço" e consegui sossegar o pessoal que estava preocupado.
Na zona da chegada escolhi um ponto estratégico para o ver chegar. Estava no final de uma recta enorme que parece que não tem fim (como eu iria verificar no dia seguinte), e que cruzava à direita para a zona da meta. Sentei me no muro e comecei a apoiar os atletas que chegavam:
-Vá, está feita!!! Só mais uns metros!!!
- É só mais uma subidinha!!! (para quem vinha na cavaqueira)
Mais uma vez esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, desesperei, esperei, esperei, esperei... E eis que lá ao fundo vejo alguém de calças pretas e camisola azul, era ele. Ponho me de pé, em cima do muro e começo a acenar (bolas é mesmo pitosga).
Começo então a correr até ele. Vejo então o mais esperado, o sorriso... Ele vinha ainda mais cansado, a ultima parte tinha sido muito técnica e para terminar em beleza, parece que estiveram a patinar na lama.
E lá fomos os dois para a meta.
Já está, o gajo fez os Abutres e ficou com vontade de repetir...
Sobre a caminhada, a rainha das caminhadas, posso já dizer que foi BRUTA!!! Mas terá que ficar para depois...
Na zona de partida sentia se a ansiedade, estava cheia de pessoas de barba, bastões e buffs da Buff e havia um cheiro intenso a canfora... Acho que estava mais nervosa que o gajo... E se ele cai e magoa-se, e se eu não consigo estar nos abastecimentos quando ele passar...
Houve uma triagem para verem se ele tinha o material obrigatório, e começou a caminhada até à partida...
O speaker era um espanhol, não sei porquê...
1 minuto para a partida, o gajo dá me os óculos (já estão a perceber a minha preocupação, ele é pitosga e vai para os trilhos sem óculos), ultimas palavras de apoio e outras lamechices e eis que vai ele...
De repente faz se um silencio e começo a perceber que estou mesmo em Miranda do Corvo, ou dos corvos, pois o silencio era quebrado pelo som dos corvos... Até me arrepiei toda...
Estava na altura de ir para os autocarros. Estas subidas de autocarro pela serra, não são aconselhadas a cardíacos, nem a quem enjoa com facilidade... No caminho as ambulâncias... Cada uma que passa é menos um ano de vida que tenho... Fico apavorada com a ideia de que é o gajo que vai lá dentro...
Como houve muita gente que foi também para a serra e levou o seu carro, o autocarro teve que ficar bem longe do local onde os atletas passavam. E toca a subir a passo rápido, correr um pouquinho... Já se ouve o barulho do pessoal a apoiar.
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| A foto não faz justiça ao grau de fofice da descida... |
Os atletas apareciam numa descida, daquelas fofas, propicias a bonitos tralhos. Vi umas quedas bem bonitas, mas o pessoal é rijo e levanta se logo.
Esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, desesperei, esperei, esperei, esperei...
E eis que vejo lá ao fundo um individuo de calças pretas e camisola azul... Era o gajo, finalmente o alivio. Lá desceu aquilo, deu um pequeno tralho e levantou se...
FORÇA GAJO!!!!
Finalmente viu-me (sem óculos é mesmo pitosga), e lá estava o sorriso rasgado, o sorriso que me sossega. Começo a correr a seu lado. Diz me que está bem e que está a gostar muito.
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| Estão bonitos, estão!!! Ténis novos e já estão assim... |
Fiquei com ele no abastecimento. Comeu uma sopa, bebeu água... Trocamos mais umas lamechices e deixo o ir, com o coração apertado. Reparei que logo a seguir a este abastecimento há uma subida fofa...
Olho para o relógio, bolas não vai dar tempo para apanhar o próximo autocarro, tenho que dar uma corridinha. Queria ficar mais um pouco no abastecimento para ver chegar pessoal conhecido de outra equipa, mas o meu foco era o gajo...
Felizmente consigo apanhar o autocarro para Gondramaz. Novamente a enchente de carros não permite que o autocarro fique perto da aldeia.
Bolas Gondramaz é realmente um local mágico, mesmo cheio de gente.
Posiciono me num sitio estratégico, mas à sombra. Estava demasiado frio. Mesmo assim fiz questão de aplaudir todos os atletas que passaram. Houve um que estava em tronco nu... Ou a camisola tinha ficado algures toda rasgada ou é um homem muito calorento...
Passado uma horinha, achei que devia arranjar um spot que tivesse sol, então meti me mais para o interior do percurso.
Esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, desesperei, esperei, esperei, esperei... Desesperei mesmo, como a rede é escassa nem conseguia falar com o meu apoio habitual nestas situações, que costuma estar a ver o live traking... Desesperei tanto que nem reparei que estava cheia de fome. Mas a fome pode esperar, o gajo pode aparecer de repente, não há tempo de ir à mochila procurar algo para comer... Desesperei tanto que quase chorei, de medo, de aflição por estar ali parada ao sol, ele podia precisar da minha ajuda...
Finalmente apareceu, finalmente. Vi que vinha de rastos, o sorriso estava lá, mas era um sorriso para me sossegar. Fiquei tão feliz por vê-lo... Comecei a correr com ele até ao abastecimento, que era em frente à Casinha do México 💗...
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| A casinha... |
Estava a ser uma prova muito dura. Tiveram uma subida muito perigosa e ele vinha muito cansado. Levou uma tareia. Comeu mais uma sopa (cheirava bem e eu estava cheia de fome), bebeu água, mais umas lamechices trocadas e lá vai ele. E lá fui eu para o autocarro. Finalmente pude comer o meu "almoço" e consegui sossegar o pessoal que estava preocupado.
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| Almoço de roady... |
Na zona da chegada escolhi um ponto estratégico para o ver chegar. Estava no final de uma recta enorme que parece que não tem fim (como eu iria verificar no dia seguinte), e que cruzava à direita para a zona da meta. Sentei me no muro e comecei a apoiar os atletas que chegavam:
-Vá, está feita!!! Só mais uns metros!!!
- É só mais uma subidinha!!! (para quem vinha na cavaqueira)
Mais uma vez esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, esperei, desesperei, esperei, esperei, esperei... E eis que lá ao fundo vejo alguém de calças pretas e camisola azul, era ele. Ponho me de pé, em cima do muro e começo a acenar (bolas é mesmo pitosga).
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| Bolas, estou aqui!!! |
Começo então a correr até ele. Vejo então o mais esperado, o sorriso... Ele vinha ainda mais cansado, a ultima parte tinha sido muito técnica e para terminar em beleza, parece que estiveram a patinar na lama.
E lá fomos os dois para a meta.
Já está, o gajo fez os Abutres e ficou com vontade de repetir...
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| A meta. |
Sobre a caminhada, a rainha das caminhadas, posso já dizer que foi BRUTA!!! Mas terá que ficar para depois...
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
A ET vai aos Abutres!!! Capitulo 3
Em contagem decrescente para a primeira grande aventura do ano.
A uns dias do evento era esperado que o meu gajo (aka marido) estivesse preparado,
e com tudo testado, mas é claro que NÃO!!!!!
E o que é que se faz a 4 dias do trail??? Pois compram se
uns ténis novos e vai-se fazer um pequeno treino para testar os ditos cujos,
aonde???
No monte???
Na subida com relva e terra, que há em frente à nossa casa???
Mas é claro que não, nada como testar os ténis de trail em
ESTRADA!!!!
- Ahhh são confortáveis e leves!!! – Diz o gajo com um
sorriso…
- Então e a aderência??? Tens que a testar!! Tens que te
sentir seguro com os ténis!!! – Disse lhe eu!!
Mas a ET não é profissional de trail (não tenho um buff da
Buff), é semi profissional de caminhada (aahh pois, as botas Quechua já cá
cantam e a mala também), os “caminhantes” (aka walkers) sabem lá o que é descer
ravinas cheias de lama…
Não há de ser nada…
Vai estar um briol no fim de semana, e esta quinta-feira
estão a prever neve acima dos 800m. Como “roady” do gajo
vou poder ir de autocarro até 2 abastecimentos, e o que me está a preocupar, é o autocarro a subir
até Gondramaz, com gelo... Parece mais perigoso do que se fosse a pé…
Tenho é que arranjar uma solução para “as palmas”. Como vai
estar muito frio vou ter vontade de levar luvas, mas com luvas não dá para
bater palmas… Aguardo as vossas sugestões!!!
As minhas duvidas existenciais…
No domingo vai ser a minha vez, mas eu estou preparada, este
fim de semana fiz duas caminhadas valentes de 10km, pelo “meu monte” (não, não…
não fui a Marte), mas a minha nova vertente “walker” fica para depois.
Agora máxima concentração para os Abutres!!
Wish us luck!!!!
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Trilhos dos Reis 2018
Já alguma vez foram a uma prova onde se sentiram da realeza
e sem sequer participar em nenhuma distância?? Pois aqui a ET foi também uma
rainha nos trilhos dos Reis, em Portalegre, e nem precisou de sujar os tenis.
Tudo começou em 2017 quando participamos num treino
organizado pelos responsáveis do Cork Trail, em Fevereiro. Fomos treinar com
gigantes. Estava lá o Hélio Fumo e o Tiago Aires… No final houve uma tertúlia
super interessante onde eles falaram dos treinos, das provas, das experiencias,
foi brutal. O ultimo orador foi o José Presado, que é o director da associação
que organiza os Trilhos dos Reis. Ficamos deslumbrados…
Entretanto passaram uns meses, e o gajo (aka marido) voltou a
registar se na ATRP, principalmente pelo seguro. Quando viu que a primeira
prova do circuito era o Trilho dos Reis resolveu inscrever se, marcar hotel e
não me disse nada… Só lá para o fim de 2017 é que se lembrou de me avisar e
claro já não havia inscrições para nada… A ET ia à prova para estar na partida
e na meta???? Que seca…
Mas esta é uma prova de 1ª linha, aqui todos se sentem da
realeza…
Vi que eles tinham um programa para quem acompanha os
atletas e resolvi inscrever me…
No sábado lá fomos… Para não variar saímos de casa em cima
da hora. O céu ameaçava chuva e estava um briol desgraçado… Foi uma viagem
muito animada e bonita. Os campos estão lindos e verdes. Fiquei agradavelmente surpreendida
com Portalegre (nunca tinha ido visitado a cidade), é uma cidade muito bonita e
interessante.
Chegamos por volta das 15. Deu ainda para comer algo simples
e provar a maravilhosa cerveja artesanal da zona, a Velhaca…
Ás 15 começava uma visita a dois monumentos da cidade. Fomos
acompanhados por uma funcionária que explicou tudo e que foi super simpática e
prestável. Coitada levou com o gajo a perguntar tudo e mais alguma coisa...
No final da visita fomos até ao museu da tapeçaria onde iriam decorrer as jornadas dos réis, com a Fernanda Verde, o grande Vitorino Coragem (foi espectacular ouvir as histórias deste histórico do trail), o Pedro Sanches (que foi o grande vencedor da ultra) e o Nelson Graça .
Xiii que seca ET!!! Dizem vocês, mas não foi seca nenhuma, foi tão interessante que até foi difícil ir embora, mas havia dorsais para levantar e check in para fazer...
Decidimos ir a pé, até ao mercado. Foi arriscado à noite numa cidade que não conhecemos ir à aventura. Mas correu bem pelo caminho encontramos o hotel José Régio (aconselho vivamente)...
Levantados os dorsais estava na hora de jantar. O gajo tinha que jantar bem, ia fazer 25km na serra.
Vimos na net um restaurante engraçado e o gajo "decorou" o caminho para o restaurante. Então fomos nós à aventura sem telemóveis à procura de um restaurante...
Já estão a adivinhar o que aconteceu, não??? É óbvio que nos perdemos. Andamos cerca de 1 hora à procura do tal restaurante e quando lá chegamos estava cheio, assim como os outros 5 que encontramos a seguir... Ai para a 6ª tentativa conseguimos encontramos um restaurante.
No domingo acordamos cedo. Queria ir ver a partida dos ultra, mas é claro que o gajo se atrasou, esteve um tempão a escolher a roupa, as meias... AHHHHHHHH... Já não ia dar tempo.
O pequeno almoço foi 5*. Desta vez o gajo resistiu à tentação dos ovos mexidos... Em Évora a coisa correu mal.
Chegados à zona da partida, sentia se no ar a emoção dos atletas e a alegria da organização. Foi uma partida muito bonita, digna de réis...
Depois da partida fui procurar o autocarro que nos levaria até uma parte do percurso. Foi tudo muito pacifico. Começamos a subir a serra, por uma "mini estrada" onde mal cabia um carrito, quanto mais um autocarro, mas o motorista estava seguro... Pelo caminho vimos o pessoal do mini trail a subir a serra. São Mamede é muito bonita e com aspecto de ser difícil. Fiquei com pena de a subir de autocarro.
O ponto de paragem era onde havia a divisão entre o trail e o ultra, que ficava depois do abastecimento dos 15km.
Imaginem agora um monte de mulheres, umas a acompanhar malta do ultra outras a acompanhar malta do trail, gerou se um pequeno stress, estava a ver a coisa mal parada... Coitado do rapaz da organização, ganhou um lugar no céu... Depois desta pequena confusão ficou combinada a hora e o ponto de encontro para depois se decidir se íamos a outro ponto da prova.
Escolhi um spot antes do abastecimento e aguardei... Estava mesmo muito frio, mas mesmo assim fiz questão de bater palmas a todos os atletas que passavam. Quando passava malta que conhecia lá mandava um:
Força Francisco (o sorriso quando me viu...)
Força Paulo (esse ia tão focado que nem me ouviu)
Força Filipe (Filipe Torres do blog Quarenta e Dois)
Força Bearded Runner (do blog Do fundo do sofá ao topo da montanha)
Vi muitos atletas do trail, mas do gajo nada... Tinha lhe pedido para me mandar um sms nos abastecimentos, mas nada, nickles... O gajo tira o telemóvel para tirar fotos, mas avisar me que está bem, nada...
No spot onde estava havia mais "acompanhantes" com crianças fofas... Eu agradeci mentalmente à minha mãe por ela ter ficado com a mini ET... Nem quero imaginar o stress...
- MMMMAAAAAEEEEEEEEEEE TENHO FOME
- MMMMMMMMMMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEE O PAI??
- MMMMMMMMMMMAAAAAAAAAEEEEEEEE ESTOU ABORRECIDA...
Estava na hora de voltar. Afinal tinha havido tanto stress e foi tudo pacificamente para a meta.
Quando cheguei à meta escolhi um local onde houvesse sol (nota mental, para a próxima não esquecer o protector solar) e pudesse estar sentada. Fiquei então no cimo da descida que antecede a meta.
Bati palmas e dei força a toda a gente que passou. Ouvia o policia que estava na rotunda dizer ao pessoal que ainda faltavam 2 kms lol e contradizia o agente da autoridade (espero não ir presa)... Vi gente feliz, gente que parecia que ia desta para melhor, outros cheios de sangue e do gajo nada...
Até que o vejo, ahhhh o sorriso, valeu a pena, tudo valeu a pena, só para ver aquele sorriso...
E corri com ele aqueles últimos metros até à meta... Senti naquele momento que tinha corrido os 25km com ele... Senti me uma rainha.
Opinião do gajo relativamente à prova:
- Espectacular, quero repetir em 2019!!
Parabéns à organização para o ano quero voltar, quero subir aquela serra, mas não de autocarro...
No final da visita fomos até ao museu da tapeçaria onde iriam decorrer as jornadas dos réis, com a Fernanda Verde, o grande Vitorino Coragem (foi espectacular ouvir as histórias deste histórico do trail), o Pedro Sanches (que foi o grande vencedor da ultra) e o Nelson Graça .
Xiii que seca ET!!! Dizem vocês, mas não foi seca nenhuma, foi tão interessante que até foi difícil ir embora, mas havia dorsais para levantar e check in para fazer...
Decidimos ir a pé, até ao mercado. Foi arriscado à noite numa cidade que não conhecemos ir à aventura. Mas correu bem pelo caminho encontramos o hotel José Régio (aconselho vivamente)...
Levantados os dorsais estava na hora de jantar. O gajo tinha que jantar bem, ia fazer 25km na serra.
Vimos na net um restaurante engraçado e o gajo "decorou" o caminho para o restaurante. Então fomos nós à aventura sem telemóveis à procura de um restaurante...
Já estão a adivinhar o que aconteceu, não??? É óbvio que nos perdemos. Andamos cerca de 1 hora à procura do tal restaurante e quando lá chegamos estava cheio, assim como os outros 5 que encontramos a seguir... Ai para a 6ª tentativa conseguimos encontramos um restaurante.
No domingo acordamos cedo. Queria ir ver a partida dos ultra, mas é claro que o gajo se atrasou, esteve um tempão a escolher a roupa, as meias... AHHHHHHHH... Já não ia dar tempo.
O pequeno almoço foi 5*. Desta vez o gajo resistiu à tentação dos ovos mexidos... Em Évora a coisa correu mal.
Chegados à zona da partida, sentia se no ar a emoção dos atletas e a alegria da organização. Foi uma partida muito bonita, digna de réis...
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| O gajo algures... Reparem na imaginação do pessoal... Asas de borboleta, colants em formato"buffs"... |
O ponto de paragem era onde havia a divisão entre o trail e o ultra, que ficava depois do abastecimento dos 15km.
Imaginem agora um monte de mulheres, umas a acompanhar malta do ultra outras a acompanhar malta do trail, gerou se um pequeno stress, estava a ver a coisa mal parada... Coitado do rapaz da organização, ganhou um lugar no céu... Depois desta pequena confusão ficou combinada a hora e o ponto de encontro para depois se decidir se íamos a outro ponto da prova.
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| Vista do spot... Não foi fácil tirar a foto, estava muito frio... |
Escolhi um spot antes do abastecimento e aguardei... Estava mesmo muito frio, mas mesmo assim fiz questão de bater palmas a todos os atletas que passavam. Quando passava malta que conhecia lá mandava um:
Força Francisco (o sorriso quando me viu...)
Força Paulo (esse ia tão focado que nem me ouviu)
Força Filipe (Filipe Torres do blog Quarenta e Dois)
Força Bearded Runner (do blog Do fundo do sofá ao topo da montanha)
Vi muitos atletas do trail, mas do gajo nada... Tinha lhe pedido para me mandar um sms nos abastecimentos, mas nada, nickles... O gajo tira o telemóvel para tirar fotos, mas avisar me que está bem, nada...
No spot onde estava havia mais "acompanhantes" com crianças fofas... Eu agradeci mentalmente à minha mãe por ela ter ficado com a mini ET... Nem quero imaginar o stress...
- MMMMAAAAAEEEEEEEEEEE TENHO FOME
- MMMMMMMMMMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEE O PAI??
- MMMMMMMMMMMAAAAAAAAAEEEEEEEE ESTOU ABORRECIDA...
Estava na hora de voltar. Afinal tinha havido tanto stress e foi tudo pacificamente para a meta.
Quando cheguei à meta escolhi um local onde houvesse sol (nota mental, para a próxima não esquecer o protector solar) e pudesse estar sentada. Fiquei então no cimo da descida que antecede a meta.
Bati palmas e dei força a toda a gente que passou. Ouvia o policia que estava na rotunda dizer ao pessoal que ainda faltavam 2 kms lol e contradizia o agente da autoridade (espero não ir presa)... Vi gente feliz, gente que parecia que ia desta para melhor, outros cheios de sangue e do gajo nada...
Até que o vejo, ahhhh o sorriso, valeu a pena, tudo valeu a pena, só para ver aquele sorriso...
E corri com ele aqueles últimos metros até à meta... Senti naquele momento que tinha corrido os 25km com ele... Senti me uma rainha.
Opinião do gajo relativamente à prova:
- Espectacular, quero repetir em 2019!!
Parabéns à organização para o ano quero voltar, quero subir aquela serra, mas não de autocarro...
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Banda sonora para 2018
"Wake up
Run for your life with me
Wake up
Run for your life with me
In another perfect life
In another perfect light
We run
We run
We run
The rats are on parade
Another mad charade
What you gonna do?
The hounds are on the chase
Everything's erased
What you gonna do?
I need some room to breath
You can stay asleep
If you wanted to
They say that's nothings free
You can run with me
If you wanted to
Yeah you can run with me
If you wanted to
Before the time runs out
There's somewhere to run
Wake up
Run for your life with me
Wake up
Run for your life with me
In another perfect life
In another perfect light
We run
We run
We run
Run!
We are the nation's stakes
If everything's erased
What you gonna' do?
I need some room to breathe
You can run with me
If you wanted to
Yeah you…"
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
2018
Aqui vão as minhas resoluções para 2018:
- Aprender a fazer bombocas de morango;
Para mim Natal sem bombocas não é Natal... É das primeiras memórias que tenho do Natal, receber uma embalagem debaixo da chaminé... Nessa altura estavam cheias de químicos estranhos, mas sabiam bem... E hoje em dia é tão difícil arranjar o meu manjar de Natal, é que têm que ser de chocolate negro com sabor a morango, não quero cá bombocas gourmet... Por isso se souberem como se fazem, agradeço que me expliquem!!
Para mim Natal sem bombocas não é Natal... É das primeiras memórias que tenho do Natal, receber uma embalagem debaixo da chaminé... Nessa altura estavam cheias de químicos estranhos, mas sabiam bem... E hoje em dia é tão difícil arranjar o meu manjar de Natal, é que têm que ser de chocolate negro com sabor a morango, não quero cá bombocas gourmet... Por isso se souberem como se fazem, agradeço que me expliquem!!
- Tirar o "Creep" dos Radiohead da minha playlist para correr;
Sim gosto muito desta música, mas é meio deprimente, não dá grande boost. Sempre que vou em provas ou treinos e a oiço penso sempre que tenho que a tirar da playlist, mas nunca tiro. Podia aproveitar e tirar a dita cuja agora, mas não, tiro amanhã...
Sim gosto muito desta música, mas é meio deprimente, não dá grande boost. Sempre que vou em provas ou treinos e a oiço penso sempre que tenho que a tirar da playlist, mas nunca tiro. Podia aproveitar e tirar a dita cuja agora, mas não, tiro amanhã...
- Deixar de chorar na meta;
Desde a minha primeira prova que fiz essa resolução, mas nunca a consegui cumprir. Querem saber quem sou?? Sou a última (ou das últimas) a passar a meta e a que está a chorar...
Desde a minha primeira prova que fiz essa resolução, mas nunca a consegui cumprir. Querem saber quem sou?? Sou a última (ou das últimas) a passar a meta e a que está a chorar...
- Deixar de fazer provas com o meu marido...
Digo sempre isso, mas acabo por cair na esparrela, do "só vou a acompanhar" "tu é que mandas no ritmo"... Isto tem que acabar!!!
Digo sempre isso, mas acabo por cair na esparrela, do "só vou a acompanhar" "tu é que mandas no ritmo"... Isto tem que acabar!!!
- Aprender com os erros...
Nem vou entrar em pormenores...
Nem vou entrar em pormenores...
- Tirar fotos nas caminhadas;
Já que nas corridas sou a última, não preciso de ser a primeira nas caminhadas, posso fazer o percurso nas calmas e tirar fotos como deve ser.
Já que nas corridas sou a última, não preciso de ser a primeira nas caminhadas, posso fazer o percurso nas calmas e tirar fotos como deve ser.
- Fazer o teste da passada;
Este ano é que é!!! Com o azar que tenho ainda descobrem um novo tipo de passada, a minha...
Este ano é que é!!! Com o azar que tenho ainda descobrem um novo tipo de passada, a minha...
- Deixar de ser mariquinhas e fazer uma massagem desportiva de vez em quando;
Bolas se arranjo as unhas de 15 em 15 dias, também posso fazer uma massagem desportiva, vá uma vez por ano...
Bolas se arranjo as unhas de 15 em 15 dias, também posso fazer uma massagem desportiva, vá uma vez por ano...
- Aprender a pôr o carro na garagem (e limpar a garagem);
Este ano é que mando para o lixo metade das porcarias que tenho na garagem, e deixo de terpavor medo de pôr o carro lá. É que a minha garagem fica nos confins da terra, próxima do núcleo do planeta,e para chegar lá é preciso descer umas rampas assustadoras e apertadas. Mas vou conseguir...
Este ano é que mando para o lixo metade das porcarias que tenho na garagem, e deixo de ter
- Deixar me de tretas e correr;
Ahh doem me as costas ou os joelhos, estou com a cabeça a andar a roda??? Tretas, respiras fundo e continuas. 2018 vai ser o ano dos 1000km (no mínimo)...
Ahh doem me as costas ou os joelhos, estou com a cabeça a andar a roda??? Tretas, respiras fundo e continuas. 2018 vai ser o ano dos 1000km (no mínimo)...
E as vossas resoluções/expectativas para 2018?? Contem me tudo!!
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